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Big Brother Mundial: Qual a relação do tão falado livro de '1984' de George Orwell com os dias atuais?

Big Brother Mundial: Qual a relação do tão falado livro de '1984' de George Orwell com os dias atuais?


Mesmo depois de tantos anos, muitos não sabem ou não leram o livro “1984”, de George Orwell, que inspirou o reality show.

 

Considerado um livro polêmico, imposto pelo sistema opressor do governo da época, '1984', de George Orwell, seria para alguns críticos e teóricos da conspiração, uma  idéia do sistema que estaria sendo trabalhado para novamente ser imposto em breve em todo mundo, concretizar um verdadeiro 'Big Brother Mundial' na vida de todas as pessoas, onde a liberdade do ser humano acabaria.

Já pensou viver em um mundo onde você estivesse sendo totalmete vigiado pelo governo e pelos senhores do mundo? Se dentro da sua casa houvesse câmaras em todos os comôdos? E que você devesse obedecer todas as regras impostas por 'eles'?

De certa forma, já somos controlados e monitorados de várias formas, desde as redes sociais até os bancos e agências financeiras.

É difícil encontrar um brasileiro que não conheça o Big Brother Brasil. Mesmo que a pessoa não assista ao programa, o reality show continua sendo popular. Mesmo depois de tantos anos, muitos não sabem ou não leram o livro “1984”, de George Orwell, que inspirou o reality show. 

Antes de falar do livro, uma contextualização sobre o programa: A primeira edição aconteceu em 1999, quando o executivo John de Mol teve a ideia de criar um reality show onde pessoas comuns seriam selecionadas para conviver dentro de uma casa completamente vigiada e sem nenhum contato com o mundo externo.

É em um cenário como este, embora muito mais drástico, que começa a história de “1984”. Somos introduzidos ao mundo da Oceania através de Winston, um funcionário público que começa a questionar seu trabalho, o sistema em que vive e o papel das pessoas nele. A Oceania é uma sociedade totalitária governada pelo “Grande Irmão” ou “Big Brother”, uma figura de bigodes, líder do partido, que se materializa apenas nas câmeras que vigiam os cidadãos 24 por dia, até mesmo dentro de suas casas.

O “Grande Irmão” nunca erra. O trabalho de Winston é destruir todas as evidências de que ele esteve errado em algum assunto. Explicando melhor: Winston trabalha no Ministério da Verdade, onde sua função é “corrigir” tudo o que foi publicado na imprensa, livros ou qualquer lugar sobre todos os assuntos. Ou seja, diariamente, Winston “muda o passado”. Se o Grande Irmão disse ontem que o preço do café era x, mas no dia seguinte o preço passou a ser y, o trabalho de Winston é colocar nos jornais e registros anteriores que o preço do café sempre foi y. 

Com este exercício diário, os cidadãos da Oceania perdem aos poucos sua identidade. Não conseguem lembrar-se de nenhum detalhe do passado e não têm parâmetros para contestar a sua situação atual. Em certo ponto, eles esquecem até mesmo que podem contestar. Winston, no entanto, ainda lembrar-se de elementos de sua vida anterior que não condizem com sua realidade atual e com o que é dito do passado.

Com esta angústia o consumido, Winston arrisca-se em um ato criminoso: começa a escrever um diário. Sim, na Oceania, eternamente vigiada pelo Grande Irmão, pensar e refletir são “crimes do pensamento”. A nova língua que está sendo desenvolvida nesta sociedade quer eliminar conceitos que possam dar brecha para contradição. O sexo e o amor são proibidos. Ter desejos é proibido.

O título do livro, “1984”, inclusive, vem da incerteza de Winston: Em que ano estavam? Baseado em cálculos imprecisos e lembranças escassas de sua infância, Winston deduz que estão no ano de 1984. Mas não tem como ter certeza, porque qualquer registro disto já foi destruído ou “corrigido”.

Mas é claro que Winston não era a única pessoa insatisfeita na Oceania. Nem a única que queria fazer alguma coisa para mudar, mesmo sentindo-se impotente frente ao “Grande Irmão”. É ai que Winston conhece a personagem Julia. Militante do partido, exemplar na suas obrigações, Julia é uma rebelde em segredo.

Com ela, Winston descobre os prazeres do sexo e de desobedecer as regras do partido. Com Julia, ele descobre que não é o único na Oceania que odeia o Grande Irmão. E esta é apenas um pequeno trecho do que é “1984”.

Com linguagem simples e prosa dinâmica, George Orwell trata neste livro de temas complexos de uma forma muito clara. Em algumas partes, seus dizeres são como uma navalha. Ele descreve situações e “grandes verdades” como se qualquer pessoa pudesse fazer o mesmo, tamanha é a precisão com que ilumina os “podres e angústias” humanas. O livro foi publicado em 1949 e já é considerado um clássico da literatura universal.

Mesmo 66 anos depois de sua publicação, “1984” continua sendo uma leitura atual, precisa e afiada (como uma navalha). Mais atual ainda quando pensamos que todos os anos há uma tentativa de reproduzir a sociedade descrita no livro em vários países, todos sob os olhos vigilantes do “Big Brother”.

 

Segurança ou opressão?

Para o governo, a tecnologia traz segurança, facilita a vida das pessoas, ter uma pontuação de score por exemplo, ajuda a controlar os gastos e o individamento no mundo. Mais seria esse mesmo o intuito por trás de toda essa necessidade imediata de uma revolução tecnológica?

Já vemos no dia hoje, um exemplo claro na China, que tem em uso o maior e mais moderno sistema de vigilância do mundo, que usa o reconhecimento facial para identificar os cidadãos – e, desta maneira, prender criminosos e suspeitos.

Segundo os líderes Chineses, as câmeras facilitam o trabalho da polícia de manter a segurança. Mais nem todos os cidadãos Chineses concordam com o sistema.

Ainda na China, o governo também desenvolveu o Sistema de Crédito Social (SCS) que avalia a confiabilidade de seus 1.3 bilhão de cidadãos. 

O plano foi lançado em 2014 e abrange até o ano de 2020, quando ele estará operando em seu potencial máximo. Até lá, tecnicamente, participar da avaliação de crédito é algo voluntário, passando depois a ser compulsório, quer o cidadão ou pessoa jurídica gostem ou não.

No Brasil, algumas das tecnologia já chegaram, como o reconhecimento facial, que foi usado no carnaval de 2019, e também já se fala no Chip RFID. Por meio desse Chip, qualquer pessoa pode ser localizada em qualquer lugar do planeta, a qualquer hora, por meio de scanners localizadores especiais.

Segundo as informações divulgadas pela empresa VeriChip , 800 chips estão sendo enviados para o Brasil, além de 24 scanners de detecção. O acordo para distribuição no país tem duração prevista de 5 anos nos quais 75 mil chips de identificação devem ser implantados em cidadão brasileiros, além de haver previsão de 3.800 scanners de detecção.

Outra curiosidade tecnológica que chegou ao Brasil nesse ano de 2019, é a Loja desenvolvida, e controlada completamente pela inteligência artificial, chamada Zaitt.

Já pensou uma loja sem filas, com os melhores preços, imune a furtos? Pois é! Essa loja existe, e fica na Praia do Canto, em Vitória (Espírito Santo), e funciona 24 horas por dia, 07 dias por semana. Uma loja que dispensa a presença de qualquer funcionário no atendimento ou mesmo em seu interior. Trata-se do primeiro mercado autônomo da América Latina. Seria os primeiros sinais da 4° Revolução Industrial? 

Muitas pessoas estão impactadas com essas novas tecnologias, mais qual o preço e consequência disso para nosso futuro? 

Para alguns, o desemprego seria um dos principais pontos negativos, pois com a tecnologia, muitas profissões seriam extintas. 

 

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