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Venezuela diz ter 'amigos suficientes' para enfrentar EUA

Venezuela diz ter 'amigos suficientes' para enfrentar EUA


Governo de Trump quer que ONU expulse representantes de Nicolás Maduro e os substitua por diplomatas indicados por Juan Guaidó

O governo da Venezuela acredita contar com "amigos suficientes" na ONU para conter o movimento anunciado nesta quarta-feira (10) pelos Estados Unidos, que quer que a organização expulse os representantes de Nicolás Maduro e os substitua por diplomatas indicados pelo líder opositor Juan Guaidó.

"A Venezuela está em campanha nas Nações Unidas para proteger seus direitos como membro pleno e é certo que contamos com uma grande quantidade de amigos que não acham que os EUA são donos da organização", disse o embaixador de Maduro na ONU, Samuel Moncada, em entrevista coletiva realizada em Nova York.

Moncada explicou que o regime chavista já esperava há vários meses o anúncio feito hoje pelo vice-presidente americano, Mike Pence, que pediu que a ONU reconheça Guaidó como presidente da Venezuela e revogue as credenciais dos enviados de Maduro.

"Não fomos pegos de surpresa", resumiu o diplomata.

O embaixador afirmou que a equipe da Venezuela na ONU está há seis meses trabalhando para garantir apoios dentro de blocos como o Movimento dos Não Alinhados, criado ainda na época da Guerra Fria, focando especialmente em países da Ásia e da África.

Os dois continentes têm 108 países-membros da ONU, o que representa a maioria na Assembleia-Geral, com 193 integrantes.

Pence não explicou a que órgão os EUA irão recorrer para tentar expulsar da ONU os representantes do governo de Maduro. No entanto, uma comissão da Assembleia Geral é quem normalmente se ocupa desse tipo de questão.

Fontes diplomáticas ouvidas pela Agência Efe afirmaram que o governo americano considera difícil obter o apoio necessário para retirar os embaixadores de Maduro da organização. Pence, porém, reiterou que há um crescente apoio no mundo a Guaidó.

O chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, disse estar convencido que o movimento dos EUA irá prosperar. Segundo ele, o Grupo de Lima vai atuar para que os aliados de Guaidó sejam reconhecidos como representantes da Venezuela em todas as organizações internacionais.

"É um processo que avança e que é irreversível. Isso vai fazer com que, cedo ou tarde, haja outra vez democracia na Venezuela", disse.

Ontem, a Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu reconhecer Gustavo Tarré, enviado de Guaidó, como representante da Assembleia Nacional da Venezuela no órgão até que haja novas eleições no país.

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