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Mecânico mata mulher com panela elétrica de arroz 41 dias após sair da cadeia por violência doméstica em MS

Mecânico mata mulher com panela elétrica de arroz 41 dias após sair da cadeia por violência doméstica em MS


Polícia diz que suspeito "tem uma personalidade agressiva", com extensa filha criminal por ameaça e lesão corporal. Ele fugiu logo após o crime e está sendo procurado.

 

"As brigas já eram tão frequentes, que os vizinhos nem estranhavam mais". É o que disseram testemunhas, na noite desse domingo (31), após o assassinato de uma mulher de 41 anos, em Chapadão do Sul, a 333 km de Campo Grande. Nesta última vez, segundo a polícia, o marido usou uma panela elétrica de arroz para ferir a vítima na cabeça, além da suspeita de asfixia.

"Ele tinha saído da cadeia no dia 18 de fevereiro, preso por violência doméstica contra a esposa e ainda está em situação flagrancial. Estamos fazendo inúmeras diligências, contando com policiais da região que estão empenhados em localizá-lo. É uma pessoa que já tinha esse histórico, ao menos duas prisões do tipo. Quando chegamos no local, o Corpo de Bombeiros já estava tentando reanimar a vítima, porém ela não resistiu", afirmou ao G1 o delegado Alexandro Mendes, responsável pelas investigações.

A perícia também foi acionada, constatou os ferimentos na cabeça e ainda investiga a asfixia na vítima. "Os peritos encontraram evidências e agora o corpo está no IML [Instituto de Medicina Legal] de Paranaíba. O marido, um mecânico de 52 anos, responderá pelo crime de feminicídio e ainda terá a qualificadora do motivo fútil", explicou Mendes.

Ainda conforme o delegado, o suspeito "tem uma personalidade agressiva". "Nos registros da polícia consta que ele é uma pessoa violenta, possui oito ocorrências por ameaças, vias de fato e lesão corporal, das quais cinco são por violência doméstica. Além disso, o homem já autuado em flagrante por três vezes, sendo todas com base na lei Maria da Penha: duas lesões corporais e um descumprimento judicial de medida protetiva", finalizou o delegado.

A pena para o crime varia de 12 a 30 anos de reclusão.

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