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Bolsonaro assina documento firmado com presidente Chileno contra intervenção militar na Venezuela

Bolsonaro assina documento firmado com presidente Chileno contra intervenção militar na Venezuela


Documento firmado com o presidente chileno cita que os países estão 'rejeitando energicamente qualquer ação que implique o uso da violência'

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou uma declaração conjunta com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, na qual os dois países se posicionam a favor de uma "saída pacífica" para "restaurar a democracia" na Venezuela, rejeitando intervenção militar. 

A declaração, divulgada pelo Palácio do Planalto no início da tarde deste sábado (23), cita "reiterar o firme compromisso de continuar trabalhando, no âmbito do Grupo de Lima, pela busca de uma saída democrática e pacífica para a crise venezuelana, rejeitando energicamente qualquer ação que implique o uso da violência, sobretudo a opção de intervenção militar".

Em outro trecho, o documento cita que os presidentes reafirmam o compromisso de contribuir para "restaurar a democracia na Venezuela, que requer a realização de eleições presidenciais livres e justas, conforme os padrões internacionais e sob observação internacional independente; a liberação de todos os presos políticos; e o fim da sistemática violação dos direitos humanos naquele país".

Os presidentes destacam que é importante insistir para que "o regime de Nicolás Maduro autorize a abertura de canal de ajuda humanitária que possa atenuar a grave escassez de remédios e alimentos naquele país".

Impasse
A posição do governo brasileiro sobre o uso da força ou de intervenção militar na Venezuela era uma incógnita. Durante visita aos Estados Unidos, Bolsonaro foi questionado ao lado de Donald Trump sobre a possibilidade,  ambos responderam da mesma forma: "Todas as opções estão à mesa".

Bolsonaro chegou a afirmar que não se posicionaria sobre o assunto "Por questão de estratégia", o que gerou ainda mais dúvidas sobre o tema. 

Na sexta-feira (22), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) subiu o tom contra Nicolás Maduro. O filho do presidente disse que "de alguma maneira vai ser necessário o uso da força na Venezuela". A declaração foi dada em entrevista concedida ao periódico chileno La Tercera e causou repercussão. Ao ser questionado por jornalistas brasileiros posteriormente, ele afirmou que foi mal interpretado, e o que quis dizer seria o mesmo que o pai e o presidente norte-americano, no sentido de que nenhuma opção estaria descartada. 

Comércio
A declaração conjunta entre Bolsonaro e o presidente chileno tem dez tópicos e marca o resumo das reuniões que ocorrem na viagem de três dias do brasileiro ao país, encerrando neste sábado. Além da crise na Venezuela, os chefes de Estado se comprometem em atuar também pelo avanço no diálogo com a Nicarágua, além de outras ações na área de comércio de infraestrutura. 

Na economia, os países firmam o compromisso com a aproximação entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul; citam os esforços para a criação do PROSUL; integração econômica de livre comércio; e o apoio chileno à candidatura brasileira para ingresso na Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

O documento cita a construção de Corredor que irá unir o Centro-oeste do Brasil com os portos do Norte do Chile, passando pela ponte a ser construída entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, pelo Chaco paraguaio e o noroeste argentino. A medida dá continuidade na negociação iniciada em governos anteriores. 

Ainda na declaração, o Brasil "manifesta reconhecimento aos esforços do Chile na organização da COP25 de
mudança climática". O evento seria realizado no Brasil, mas o governo cancelou após a eleição de Jair Bolsonaro. O próprio presidente afirmou que participou da decisão pelo cancelamentoem prol da "soberania nacional". 

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