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Juros de crédito para pessoa jurídica é o menor em cinco anos

Juros de crédito para pessoa jurídica é o menor em cinco anos


Em fevereiro, taxas de juros das operações de crédito tiveram a 12ª queda consecutiva

Em fevereiro, as taxas de juros das operações de crédito tiveram a 12ª redução consecutiva. Para Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), isso se deve a melhora do cenário econômico com crescimento da economia, "o que reduz o risco da inadimplência e as taxas de juros e spreads em patamares elevados possibilitando redução das mesmas mesmo com a manutenção da SELIC".

Pessoa Física e Jurídicas

Todas as linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas tiveram suas taxas reduzidas no mês. A taxa geral para pessoa física caiu de 6,75% em janeiro para 6,71% em fevereiro. É menor taxa de juros desde fevereiro de 2015.

Já aAtaxa de juros média geral para pessoa jurídica recuou de 3,54% ao mês em janeiro de 2019, para 3,49% ao mês em fevereiro. É a menor taxa de juros desde outubro de 2014.

Taxa de juros x Selic

Considerando todas as elevações e reduções da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central de março de 2013 a fevereiro de 2019, houve redução da Selic de 0,75 ponto percentual (redução de 10,34%): de 7,25% a a 6,50% ao ano. Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 30,03 pontos percentuais (elevação de 34,14%) de 87,97% ao ano em março/2013 para 118,00% ao ano em fevereiro/2019.

Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma elevação de 7,35 pontos percentuais (elevação de 16,87%) de 43,58% ao ano em março/2013 para 50,93% ao ano em fevereiro/2019.

Riscos

De acordo com Oliveira, tendo em vista a melhora do cenário econômico com menor risco de crédito e o fato das atuais taxas de juros das operações de crédito estarem elevadas a tendência é que as taxas de juros continuem sendo reduzidas nos próximos meses.

"Entretanto, frente às incertezas econômicas que vem pressionando a cotação do dólar bem como fatores externos notadamente o quadro econômico em algumas economias emergentes (Argentina, Turquia e África do Sul), elevação dos juros americanos, a guerra comercial EUA x China, Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) bem como o fato do Banco Central ter sinalizado com elevação da taxa básica de juros frente a todos estes cenários existe igualmente o risco das taxas de juros voltarem a ser elevadas nos próximos meses", finaliza.

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