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Peixe-robô: nova aposta dos chineses para remover resíduos de plástico do oceano

Peixe-robô: nova aposta dos chineses para remover resíduos de plástico do oceano

Data de Publicação: 1 de setembro de 2022 07:21:00
Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Sichuan, na China, o peixe-robô é construído com uma substância forte e flexível, semelhante à madrepérola, e possui apenas 1,3 cm de comprimento.

 

Um pequeno robô em formato de peixe e com capacidade para “engolir” microplásticos é a nova aposta de cientistas chineses para limpar oceanos e mares poluídos. Futuramente, o dispositivo terá papel essencial neste trabalho, ajudando na remoção de partículas altamente danosas para animais e humanos.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Sichuan, na China, o peixe-robô é construído com uma substância forte e flexível, semelhante à madrepérola, e possui apenas 1,3 cm de comprimento. Um sistema a laser, localizado na cauda, orienta os movimentos.

Nadando a uma velocidade de 30 mm/s, o dispositivo usa moléculas carregadas negativamente para atrair os microplásticos, “sugando” os resíduos em áreas difíceis de acessar. Apesar do tamanho reduzido, o equipamento transporta até 5 kg de poluentes, de acordo com o estudo.

Outra vantagem do robô miniaturizado é a sua composição biocompatível. Isso significa que se for engolido por peixes ou outros animais marinhos não provocará nenhum problema às espécies, segundo os pesquisadores, que ressaltaram ainda a sua capacidade de se regenerar quando danificado.

Testes em águas profundas: o próximo passo

No momento, o peixe-robô que engole microplásticos é um protótipo. Os responsáveis pelo projeto têm realizado testes com o equipamento em águas rasas, demonstrando a sua eficiência na coleta dos resíduos, enquanto o passo seguinte é o experimento em águas profundas, algo que ainda deve demorar a acontecer.

Quando for possível usá-lo no fundo do mar, a expectativa é de que ele também ofereça a análise da poluição marinha em tempo real. As suas características —minúsculo e flexível — permitem ainda a utilização em outras tarefas, como na realização de cirurgias, sendo introduzido no corpo sem maiores dificuldades.

Encontrados em grandes quantidades no fundo dos oceanos, os microplásticos são pequenos detritos de plásticos, com tamanho médio de 5 mm. Confundidos com comida, eles podem ficar presos no intestino dos animais marinhos e levá-los à morte, além de liberar substâncias tóxicas na água.

Os resíduos também representam riscos para os humanos, podendo chegar ao corpo pelo consumo de peixes e frutos do mar que absorveram as partículas ou via outros meios, inclusive da própria água. Vale lembrar que microplásticos já foram detectados em água potável e da torneira.

Mais robôs catadores de lixo

Além da nanotecnologia, como no caso deste peixe-robô chinês, há outros projetos em desenvolvimento envolvendo a robótica na limpeza dos oceanos. Um deles é liderado pela Universidade Técnica de Delft, na Holanda, inclui modelos bem maiores e inteligência artificial capaz de distinguir lixo de animais e algas.

Denominado SeaClear, o sistema deve começar a operar no final de 2023, conseguindo coletar até 80% do lixo no fundo do mar que encontrar. Outro destaque é o projeto Maelstrom, cujos testes acontecem em Veneza (Itália), e abrange a remoção e a reciclagem dos resíduos.

 

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