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Nova Ordem Mundial: ONU apresenta plano de mudança global

Nova Ordem Mundial: ONU apresenta plano de mudança global

Data de Publicação: 4 de abril de 2022 11:11:00
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas propõe mudanças drásticas para que sociedades e economias sejam transformadas e, assim, possam garantir o que consideram um futuro "viável".

Após uma longa negociação, os especialistas do clima da ONU preparam-se para publicar nesta segunda-feira (4) um guia com propostas firmes para conter o aquecimento global, que implica mudanças drásticas na nossa forma de viver.

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas propõe mudanças drásticas para que sociedades e economias sejam transformadas e, assim, possam garantir o que consideram um futuro "viável".

A guerra na Ucrânia exacerbou a crise energética.

Os especialistas da ONU acreditam que chegou a hora de uma rápida transição dos combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) para energias alternativas.

Mas a energia solar e eólica representou apenas 10% da produção total mundial de eletricidade em 2021, de acordo com o centro de análise Ember.

Nos últimos meses, o IPCC divulgou as duas primeiras partes de uma trilogia de avaliações científicas gigantescas.

Milhares de páginas descrevendo o efeito estufa, que aquece o planeta, e o que isso significa para a vida e a fauna.

O terceiro relatório descreverá o que fazer a respeito. Mas a resposta tem amplas ramificações políticas, pois as soluções climáticas tocam praticamente todos os aspectos da vida moderna e exigem investimentos significativos.

Propostas radicais 

As propostas mais radicais defendem a redução drástica do transporte aéreo, obrigar os usuários a abandonar os veículos com combustíveis tradicionais em favor dos elétricos, refundar a cadeia alimentar, reduzir o consumo de carne, repensar a forma como as casas são construídas, etc...

As negociações em torno deste novo relatório foram longas, mais de duas semanas, linha por linha. Os países em desenvolvimento reivindicam especialmente seu direito de continuar elevando o padrão de vida de suas populações, que compõem a grande maioria do planeta.

A reunião deveria terminar na sexta-feira, mas se arrastou no fim de semana. A avaliação deveria ser publicada nesta segunda-feira às 9h00 GMT (6h00 de Brasília), mas foi adiada até 15h00 GMT (12h00 de Brasília).

"Todo mundo tem algo a perder e todo mundo tem algo a ganhar", disse uma fonte negociadora para resumir as discussões.

Respostas fáceis são improváveis, argumentam cientistas que acreditam que o mundo está caminhando para um grande desastre climático.

O relatório alerta que a redução das emissões de dióxido de carbono não é mais suficiente. O mundo deve acelerar a implementação de tecnologias de absorção de CO2 da atmosfera, ainda pouco exploradas.

Quase todos os países adotaram um aumento máximo de 1,5°C na temperatura média do planeta como meta ideal até meados do século. Mas o planeta já atingiu +1,1°C, o que, segundo especialistas do IPCC, tem causado eventos climáticos extremos no mundo.

Preços recordes

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou no mês passado que as principais economias estão permitindo que as emissões de CO2 aumentem quando deveriam reduzi-las drasticamente.

"Estamos caminhando como sonâmbulos em direção à catástrofe climática", disse.

E, ao mesmo tempo, o preço da gasolina está batendo recordes. O impacto na inflação é devastador e o crescimento econômico que deveria acontecido após as grandes restrições causadas pela pandemia não foi registrado.

O relatório do IPCC de fevereiro sobre os impactos e vulnerabilidades das mudanças climáticas passadas, presentes e futuras detalhou o que Guterres chamou de "atlas do sofrimento humano".

"A crise climática está se acelerando e os combustíveis fósseis são a causa principal. Qualquer relatório sobre mitigação que não enfatize esse fato está negando a própria ciência com a qual o IPCC está comprometido", diz Nikki Reisch, do Centro de Direito Ambiental Internacional.

Com informações da AFP

 

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