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Sexo anal sem proteção aumenta risco de infecções intestinais

Sexo anal sem proteção aumenta risco de infecções intestinais

Data de Publicação: 25 de março de 2021 09:14:00
Alguns vírus e bactérias presentes no organismo podem ser transmitidos sexualmente causando dores abdominais e diarreia

Todo mundo já sabe que o sexo sem proteção aumenta o risco de contágio de inúmeras doenças, entretanto, pouca gente associa as infecções intestinais como consequência.

Micro-organismos podem atingir o trato gastrointestinal, após um sexo anal sem proteção. Também é comum esta manifestação durante o sexual oral-anal, visto que esses vírus e bactérias acabam entrando em contato direto com os principais acessos deste sistema.

Este tipo de ocorrência é ainda mais comum em pessoas com infecção ativa, que preteriu cuidados de higienização da região íntima, antes da relação sexual. Apesar de que o uso de preservativos poderia evitar qualquer risco, mesmo que o parceiro esteja com a infecção ou sem a assepsia adequada.

Dentre as bactérias que causam a infecção intestinal, as mais comuns são: Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia spp, vírus da Herpes, Entamoeba coli, Giardia lamblia e Salmonella spp.

Sinais de que houve transmissão de micro-organismo após sexo anal sem proteção

As infecções intestinais ocasionadas após um sexo anal sem proteção podem apresentar sinais rapidamente, em menos de 24 horas.

Os principais sintomas são:

  • Dores abdominais
  • Diarreia
  • Vômitos
  • Febre

Casos mais graves:

  • Muco e sangramento retal
  • Inflamação do ânus
  • Formação de úlceras na região anal ou perianal

Vale destacar, que os sintomas podem variar de acordo com o micro-organismo invasor, inclusive, com o sistema imunológico de cada pessoa.

O tratamento para estas manifestações, geralmente inclui o uso de antibióticos orais, entretanto, durante o período é essencial manter uma alimentação leve e natural, além de reforçar a hidratação do organismo.

É fundamental buscar auxílio médico, logo nos primeiros sintomas, a fim de que o quadro não se agrave e a infecção se espalhe para outras regiões do corpo.

Já a prevenção é o sexo seguro, utilizar o preservativo, inclusive, durante o sexo anal pode fazer toda a diferença.

Muitas pessoas acabam preterindo a camisinha na relação sexual anal ou oral, priorizando seu uso apenas como método contraceptivo, porém, sua função vai além disso, protegendo o organismo contra inúmeras doenças transmissíveis, incluindo, a disseminação de micro-organismo que ocasionam as infecções intestinais.

Outras doenças que podem ser transmitidas pelo sexo anal sem proteção

Além das infecções intestinais, outras doenças podem vir a surgir após um sexo anal sem proteção. Entre elas:

  • HIV: O risco de transmissão do vírus HIV durante o sexo anal é 100 vezes maior do que o sexo vaginal.
  • Hepatite A: Esta infecção pode ser transmitida, por meio do sexo oral no ânus. Lembrando que já existe vacina contra este vírus.
  • HPV: Pode provocar verrugas genitais ou na pele circundante. Também pode aumentar o risco de câncer cervical e de ânus.

Outras condições também estão associadas à relação sexual anal sem proteção, diante disto, fica evidente como o uso de preservativo é essencial, independente do tipo de sexo ou parceiro (a).

Apesar de não existir nenhum método totalmente eficaz na prevenção, vale destacar que a camisinha é o único que chega a quase 100% de eficácia para a maioria das infecções.

 

Sexo anal sem proteção aumenta risco de infecções intestinais

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