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Cientistas descobrem melhor região para vida em Marte

Cientistas descobrem melhor região para vida em Marte

Data de Publicação: 5 de dezembro de 2020 08:57:00
Segundo os pesquisadores, o melhor lugar para morar em Marte não estava onde os rovers podem ver

Cientistas da Universidade Estadual de Nova Jérsei, nos Estados Unidos, apontam que, se existir vida em Marte, um lugar em específico seria o melhor lugar para ela.

“Mesmo se gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono e a água em vapor, estavam presentes no começo da atmosfera marciana em simulações em computadores, os modelos climáticos ainda têm problemas em considerar um planeta Marte quente e úmido”, afirmou o autor do estudo, Lujendra Ojha. Segundo os pesquisadores, o melhor lugar para morar em Marte não estava onde os rovers podem ver, mas sim muito mais abaixo.

A Universidade Estadual de Nova Jérsei está tentando refutar o paradoxo conhecido como o paradoxo do jovem Sol fraco. Nele é afirmado que, há cerca de 4 bilhões de anos, o Sol tinha uma presença muito mais fraca no Sistema Solar, o que contribuía para o clima de Marte ser congelante. Apesar disso, a superfície de Marte apresenta diversos indicadores geológicos de água em ambundância muito antes disso, de 4,1 bilhões de anos a 3,7 bilhões de anos atrás. É esse o paradoxo: a contradição entre a geologia e os modelos climáticos.

O estudo indica que, em planetas rochosos como Marte, Vênus, Mercúrio e na própria Terra, elementos como tório e potássio podem gerar calor quando passam por uma desintegração radioactiva — em um cenário como esse, a água líquida pode ser gerada por um derretimento no fundo do gelo, mesmo se o Sol realmente fosse mais fraco do que é hoje em dia.

Na Terra, por exemplo, o calor geotérmico causa lagos subglaciais em lugares da Antártica, Groelândia e do Ártico Canadense. A teoria é que uma situação parecida aconteceu em Marte no começo de sua existência.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas examinaram diversos dados sobre o planeta vermelho para entender se o calor geotérmico foi uma possibilidade — o que os dados mostraram foi que as condições necessárias para o derretimento de camadas de gelo eram onipresentes no planeta Marte antigo. Mesmo com um clima quente e úmido há 4 bilhões de anos, ao perder seu campo magnético, ao sofrer o afinamento de sua atmosfera e passar por baixas temperaturas, a água líquida só pode ter sido possível em grandes profundidades. Então, se a vida foi originada em Marte, ela provavelmente seguiu o caminho para encontrar a água no “buraco do mundo”.

Em um outro estudo publicado na revista científica Nature, realizado pelo rover Curiosity — que envolve cientistas das universidades de Jackson, Cornell, Hawaii e do Jet Propulsion Laboratory, da Nasa — outros pesquisadores afirmaram que Marte, em seu princípio, passava por megainundações, que seriam as responsáveis pela forma como a superfície marciana é apresentada nos dias atuais e também foram responsáveis por alterar o clima do planeta, dando origem às ondulações na superfície do planeta. Nos últimos anos, foi descoberta uma quantidade considerável de água em Marte.

Marte ainda é uma caixinha de surpresa para os humanos — e um grande mistério vermelho.

 

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