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Pai decapita a própria filha de 14 anos e alega “crime de honra” no Irã; cidadãos se revoltam

Pai decapita a própria filha de 14 anos e alega “crime de honra” no Irã; cidadãos se revoltam

Data de Publicação: 30 de maio de 2020 08:35:00
Romina fugiu da casa em que morava para viver com o namorado, de 35 anos, depois que o pai se opôs ao casamento deles

Romina Ashrafi, uma adolescente de 14 anos, foi assassinada pelo próprio pai após fugir com o namorado. O pai se rendeu e justificou o homicídio como “crime de Honra”, prática persistente em vários setores da sociedade iraniana. O crime chocou diversas pessoas no Irã e no mundo.

Romina fugiu da casa em que morava para viver com o namorado, de 35 anos, depois que o pai se opôs ao casamento deles. No entanto, o casal foi encontrado pelas autoridades locais e a jovem, que temia por sua vida, foi levada de volta à sua casa.

Após receber a filha em casa, o homem decapitou Romina com uma foice e, depois de se render à polícia, disse que era um “crime de honra”, justificativa praticada por familiares, no Irã, que afirmam que as vítimas danificaram o prestígio ou a honra da casa. Veículos da imprensa iraniana informaram que, após cometer o homicídio, o pai de Romina saiu para o pátio de sua casa ainda com a foice manchada com o sangue da filha.

O código penal do país reduz a punição de membros da família que são condenados por assassinato ou agressão de crianças em casos de violência doméstica ou “crimes de honra”.

Cidadão iranianos condenaram a ação e a hashtag #Romina_Ashrafi foi usada mais de 50 mil vezes no Twitter. Shahindokht Molaverdi, ex-vice-presidente para Assuntos da Família e da Mulher e atual secretária da Sociedade para a Proteção dos Direitos das Mulheres do Irã, escreveu: “Romina não é a primeira nem será a última vítima de crimes de honra”.

Shahindokht explica que crimes como esse continuarão ocorrendo “enquanto a lei e as culturas dominantes nas comunidades locais e globais não forem suficientemente dissuasivas”.

 

Pai decapita a própria filha de 14 anos e alega “crime de honra” no Irã; cidadãos se revoltam

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