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Conheça a doença silenciosa incapacitante e muitas vezes fatal

Conheça a doença silenciosa incapacitante e muitas vezes fatal

Data de Publicação: 17 de setembro de 2019 De acordo com uma reportagem difundida pela BBC News, apesar de ser uma enfermidade bastante conhecida, é pouco diagnosticada e tratada tardiamente

Silenciosa, incapacitante e muitas vezes fatal, a osteoporose atinge cerca de 200 milhões de mulheres no mundo todo, aproximadamente um décimo daquelas com 60 anos, um quinto das com 70 anos, dois quintos das com 80 anos e dois terços das com 90 anos. Os dados são da Fundação Internacional da Osteoporose (IOF).

Na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, a entidade indica que a doença afeta cerca de 75 milhões de pessoas, entre homens e mulheres.

De acordo com uma reportagem difundida pela BBC News, apesar de ser uma enfermidade bastante conhecida, é pouco diagnosticada e tratada tardiamente, na maioria dos casos apenas quando o paciente já sofreu alguma fratura, sendo essa a sua principal complicação.

Para se ter uma ideia, de acordo com a IOF, anualmente, causa mais de 8,9 milhões de fraturas osteoporóticas, resultando em uma a cada três segundos.

E tudo isso gera um enorme impacto humano, com sequelas físicas e emocionais, e também socioeconômico - um estudo conduzido pela consultoria americana Cornestone Research Group, e apoiado pela biofarmacêutica Amgen, revela que o custo anual mundial de hospitalização por fraturas causadas pela osteoporose é 19,8 mil milhões de dólares.

A principal preocupação, hoje em dia, é que, com o envelhecimento da população, o número de casos da doença e também os gastos com esta tendem a crescer substancialmente.

A IOF estima que o número de fraturas osteoporóticas subirá 32% até 2050 em todo o mundo.

O que é a osteoporose? 

Segundo informações divulgadas pela rede de hospitais CUF, a osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da arquitetura do osso, conduzindo ao aumento do risco de fratura.

Esta definição baseia-se essencialmente na quantificação da densidade mineral óssea avaliada por meios disgnósticos adequados (DEXA).

As fraturas osteoporóticas afetam mais frequentemente as mulheres pós-menopáusicas e os indivíduos idosos e representam um grave problema de saúde pública devido à sua elevada prevalência, às consequências médicas que acarretam, à diminuição da qualidade de vida e aos custos económicos e sociais que comportam.

As fraturas osteoporóticas resultam, em regra, de traumatismos de baixa energia, a maioria das vezes causados por uma queda no mesmo plano. No caso das fraturas vertebrais, não existe habitualmente um traumatismo evidente.

Já de acordo com o médico Ben-Hur Albergaria, professor de Epidemiologia Clínica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e vice-presidente da Comissão Nacional de Osteoporose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em declarações à BBC, as principais fraturas decorrentes da doença são de vértebra, antebraço e fémur, sendo essa última a mais devastadora.

"De cada quatro pacientes que quebram o fêmur, um morre no primeiro ano após a ocorrência, por conta de suas possíveis complicações, como infecção, embolia e trombose. E dentre os que não morrem, cerca de 80% ficam com limitação para exercer uma ou duas funções básicas, por exemplo, cuidar da casa, vestir-se ou caminhar", explica Albergaria.

Quais as causas da osteoporose? 

Apesar da osteoporose ser mais frequente nas mulheres depois da menopausa e nos homens e mulheres idosos (com mais de 65 anos), existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de osteoporose.

Alguns desses fatores estão relacionados com estilos de vida pouco saudáveis e podem ser modificados, enquanto outros não poderão ser alterados.

Os fatores de risco não modificáveis são os seguintes:

  1. gênero feminino;
  2. idade superior a 65 anos,
  3. raça caucásica ou asiática,
  4. história familiar de fratura,
  5. pequena estatura,
  6. magreza excessiva.

Os fatores de risco modificáveis são:

  1. uma dieta pobre em cálcio,
  2. consumo excessivo de álcool,
  3. tabagismo,
  4. vida sedentária,
  5. algumas doenças (por exemplo hipertiroidismo),
  6. consumo de fármacos (por exemplo cortisona),
  7. imobilização prolongada,
  8. menopausa precoce.

Como se manifesta? 

De um modo geral, a osteoporose manifesta-se pela ocorrência de fraturas com pequenos traumatismos (especialmente das vértebras, anca e punho).

Os sintomas da osteoporose apenas surgem quando a doença está muito avançada, pelo que um diagnóstico precoce é essencial para que se possa impedir a sua progressão.

Alguns sinais de osteoporose podem manifestar-se pelo aparecimento de alterações no corpo, como a perda de altura superior a 2,5 cm, o aparecimento de corcunda ou de ombros descaídos para a frente, ficando a cintura mais larga e o abdómen mais proeminente. São também comuns as dores nas costas, súbitas, intensas e inexplicáveis.

Como se previne a osteoporose? 

Ainda segundo informações fornecidas pela CUF, a prevenção da osteoporose tem como objetivo a obtenção de bons níveis de massa óssea e deve ser feita através da identificação e correção precoce dos fatores de risco modificáveis, sobretudo aqueles que se relacionam com o estilo de vida (hábitos alimentares e atividade física).

Fatores importantes para a prevenção da osteoporose:

  1. A alimentação é essencial, devendo ser capaz de assegurar aporte alimentar adequado de cálcio e vitamina D, manter consumo protéico adequado às necessidades, evitando-se o consumo excessivo de cafeína e álcool.
  2. O tabaco deve igualmente ser evitado.
  3. A atividade física deve ser incentivada nas diversas fases da vida, sendo importante que inclua exercícios com impacto.
  4. Nas mulheres pós-menopáusicas e nos idosos, é muito importante garantir um aporte alimentar adequado de cálcio e vitamina D.
  5. Nos idosos com maior risco de queda, devem ser concebidos programas de exercício adaptados individualmente que incidam na marcha, no fortalecimento muscular, na postura e no equilíbrio.

 

Osteoporose

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