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PM e ex-PM são presos suspeitos da morte de Marielle

PM e ex-PM são presos suspeitos da morte de Marielle

Um dos detidos na manhã desta terça-feira (12) mora no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta terça-feira (12) uma grande operação para prisão de suspeitos de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes. Ambos foram executados no dia 14 de março do ano passado.

As equipes da Divisão de Homicídios e promotores do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) prenderam, por volta das 4h o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. Segundo as investigações, Lessa é o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson; ele estava no banco de trás do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora. Elcio, que foi expulso da corporação, foi o condutor do carro, segundo a investiação. Eles são denunciados por homicídio qualificado de Marielle e Anderson.

Ele foi preso em casa, num condomínio na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. O condomínio é o mesmo onde mora o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). Já Queiroz, segundo as investigações, dirigiu o Cobalt. Ele foi pego também em casa, na Rua Eulina Ribeiro, no Engenho de Dentro.

Para os promotores, a empreitada criminosa foi meticulosamente planejada durante os três meses que antecederam o atentado. Além das prisões, a operação realiza mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos. 

O Ministério Público também pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.

A operação foi batizada de Lume, em referência a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos Direitos Humanos e integrantes do Psol. Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão 'trazer a lume', que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz.

"É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia", diz a denúncia acrescentando que a barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito.


A Operação Lume também conta com cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão.

 

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